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27/02/12

Origens e técnicas de feltragem

Para quem gosta de saber um pouco mais sobre estas técnicas, que tento ir aprendendo sempre um pouco mais, porque me fascinam, aqui ficam algumas informações sobre o feltro e o processo de feltragem.
Fui pesquisando na net e acrescentei alguns pormenores meus.

A arte de trabalhar o feltro é muito antiga e pensa-se que teve origem na Ásia (Mongólia, na Turquia). Os vestígios arqueológicos mais antigos que foram encontrados datam de 600 a.C.. No entanto, há quem acredite que os homens já conheciam a fabricação do feltro muito tempo antes. Desde esta época o feltro é então utilizado para vestuário, tapetes, mantas e diversos tipos de artigos de utilidade - até mesmo tendas, que ainda hoje são os alojamentos de povos nómadas asiáticos.

Há muitas lendas sobre a origem do feltro. Conta uma lenda, que na Arca de Noé encontravam-se, entre outros animais, ovelhas num espaço muito pequeno. Devido ao calor, as ovelhas perdiam a lã e, devido à acção da urina (a lã feltra-se melhor na área alcalina) e das patadas dos bichos, após o desembarque, um grosso tapete de feltro tapava o chão da arca. As características positivas do feltro eram estimadas desde então e têm sido reanimadas e desenvolvidas nos últimos anos, muito também na área pedagógica.

Essencialmente existem dois tipos de feltro: o industrial (que normalmente é o mais conhecido pela maioria das pessoas) e o artesanal.


Feltro Industrial


Este tipo de feltro é considerado não tecido (TNT) e é feito de lã ou outros pelos (coelho, camelo, alpacas, etc.) ou ainda de outras fibras artificiais. As fibras são agregadas por meios mecânicos (calandra, que não tece, apenas compacta), produzindo o feltro através de uma prensa com inúmeras agulhas próprias para o efeito, que batem imensas vezes sobre a manta de fibras.

O feltro industrial tem imensas utilizações, como por exemplo, chapéus, tapete, chinelos, decorações e outros trabalhos artesanais.

Normalmente é comercializado ao metro ou em folhas.


Feltro Artesanal

 

 Inseridas na feltragem artesanal estão, pelo menos, duas técnicas mais conhecidas e distintas: a feltragem com agulha (needleting) e a feltragem com água e sabão (wet felting).

A feltragem com agulha pode ser executada com uma ou mais agulhas, criando peças tridimensionais ou planos e é designada muitas vezes por feltragem seca.

Normalmente a lã de feltrar com agulha existe em dois tipos: em manta (mais áspera e irregular) e penteada (em mecha, mais lisa e macia).

AGULHAS DE FELTRAGEM

Créditos daqui



Créditos daqui
As agulhas de feltrar são específicas para este efeito, por terem pequenos esporos ao longo da sua zona final, que permitem entrelaçar as fibras da lã, quase de forma mágica. Picando a lã sobre uma esponja, depressa se conseguem prender as fibras de forma resistente.

Existem diversos tipos e tamanhos de agulhas de feltrar e que utilizam com diferentes objectivos.

O número, a forma da ponta e o ângulo da ranhura da agulha determinam o tipo de lã e a precisão do trabalho a executar. Quanto mais fina for a agulha, maior a precisão. O diâmetro varia de 32 a 42 (super fina). Existem 16 tipos diferentes de agulhas específicas. A mais utilizada para trabalhos regulares é a número 38 (tamanho médio).

A feltragem com água e sabão consiste na fricção das fibras de lã, humedecidas com água (morna ou quente) e sabão (de azeite é o mais utilizado). È um processo mais demorado e contínuo até se atingir o efeito desejado.

Um dos processos utilizados para wetfelting é a colocação da peça de lã na máquina de lavar a roupa a alta temperatura. As fibras vão entrelaçar-se com o auxílio da temperatura, da água, do movimento mecânico e do sabão.

Podem também colocar-se perpendicularmente entre si diversas camadas de lã (penteada), adicionar o sabão e água com a ajuda de um borrifador e esfregar com movimento cíclicos e circulares, que permitam que as fibras se entrelacem.

Esta técnica possibilita elaborar diferentes peças, como roupa, chinelos, chapéus, colares, anéis, etc.

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